Pulmões
Eu posso estar falando por uma pequena parcela da juventude, ou posso estar falando algo muito mais grandioso do que imagino, mas o universo jovem é muito engraçado e de fato, um prato cheio para cientistas, psicólogos e sei lá mais o que. Eu falo isso por ainda me sentir um pouquinho na adolescência. E mesmo que minha cabeça já não seja mais tão novinha em folha, nem tão cheia de sentimentos e pensamentos turbilhantes, eu também me misturo a tudo isso.
O adolescente - sem estipular datas de validade - é como a Katy Perry fala, um firework. A maioria dos jovens de hoje, tem seu roteiro diário a: casa - colégio - casa - colégio. Obviamente que isso varia, mas o que eu quero dizer é que não há muita atividade responsável, ou muitas obrigações na vida de um adolescente. E mesmo dessa forma, ele consegue abrir a boca pra falar mais do que um adulto de 40 anos.
As minhas hipoteses, até de acordo com o que eu ja vivi são: Como vivem num mundo novo, entedem a nova perspectiva do mundo, quando seus pais, tios, avós, enfim, responsáveis legais, tem uma visão mais “desatualizada” das coisas. Por esta razão, vivem no mundo da imposição, do imperativo. Eu sei, eu faço, eu vou. Acho eu que essa deve ser a pior fase para criar filhos, pois são os verdadeiros donos da razão.
Mas essa fase insuportável de querer se impor, faz parte do que chamam de desenvolvimento interior. Querer mostrar que cada um tem sua opinião, suas vontades, suas verdades está completamente incluso na formação, e cortar ou quebrar este fluxo de crescimento é prejudicar o amanhã adulto, do atual adolescente. Ele/ela pode se transformar em um adulto sem voz, sem vida. E infelizmente, é disso que eu mais vejo em dia.
Bom, eu tenho 19 anos e creio que estou na fase de transição de adolescência para a fase adulta. Por que? Ainda sou influenciada pelo calor do momento, tenho aquele fogo dentro de mim que impulsiona a busca pela liberdade, independência, amor e as mais várias formas possíveis de estimulos emocionais e acho que essa é uma das coisas mais belas desta vida. A vontade de viver pra ver acontecer, pra ver mudanças, pra sentir tudo que for possível, experimentar as mais variadas experiências que o mundo gigante tem à proporcionar.
Por outro lado, me cerco de responsabilidades de adulto. Oras, faço faculdade e trabalho desde os 18 anos. E não, nunca pensei em trabalhar pra sair de casa logo, como sempre passa na cabeça dos mais jovens. Sempre trabalhei pra aprender mais, e pra crescer profissionalmente mais rápido. As travas de segurança dentro de mim estão completamente ligadas, e muitas vezes não me permito mais fazer certas loucuras que certamente faria se ainda estivesse beirando os 16.
Olho para os amigos mais novos, ou simplesmente pessoas mais novas, cheias de energia, que gritam, choram, correm, fazem mil exercícios e nunca cansam. São ligados completamente na tescnologia, mas não com o fim de aprender, mas sim de se relacionar e dessa forma receber aceitação de pessoas desconhecidas, ou de seus próprios amigos. Criam twitter e tentam falar algo poético e bonito, querem se sentir inteligentes, fantasiam com uma fama inexistente, que fala mal de todo mundo, mas ama todo mundo também. Enfim, a confusão do mundo dentro da cabeça sem regras e sem limites do adolescente é genial.
Eu passo muito tempo olhando perfis na internet, tentando entender mais ou menos pra onde que vai esse trem turbinado de pensamentos, são tantos que se pudessem se converter em bomba, esse universo de certeza não existiria mais. Acho tudo lindo, mas tenho meus medos também, pois a desvalorização de moralidade, de família, e de hábitos saudáveis está se agravando. Mas esse é um papo para um próximo post que eu não sei se vou postar.



07.13.11 @ 10:12