Um centimetro

O quão rápido a vida faz a gente viver? Cada segundo que parece centésimo, cada minuto que parece segundo, cada ano que parece mês. O tempo passa e a gente perde a sensibilidade para as coisas mais simples.

Um respirada longa, um sorriso, um abraço, um bom dia, um elogio, uma crítica, uma lembrança, um telefonema, um boa noite, uma oração. O tic e tac do relógio não para, e nunca, nunca voltará atrás, mesmo que seja forçado a voltar, o tempo real está para todos e ele nunca voltará, até que o homem desenvolva a mais desejada por mim, maquina do tempo, ou teletransporte.

Enfim, quando você começa a viver acostumado com o ritmo acelerado das coisas, que você para de perceber certos detalhes em sua volta como alguem engordou/emagreceu, o corte de cabelo de algum parente, os novos talheres que compoem sua mesa de jantar, o seu papel de parede que você mudou um dia atrás e nem lembra mais, não vê.

A gente se perde tanto nos becos escuros da vida, nas ruas sem volta. Digo, nos problemas que não serão resolvidos, nos amores não esquecidos, nos rancores guardados, na saudade inconsolável. Como passar por tudo isso, como encontrar a rua certa, o caminho certo?

Um pouco de fé em você mesmo, fé no que você acredita, coragem, força de vontade, e uma pequena dose de otimismo. Estes ingredientes não são encontrados nem nas melhores farmácias, nem existe injeções disso tudo pra tomar. Existem amigos, parentes, componentes nesse mundo que lhe darão força pra conseguir isso tudo.

Sempre falam da calmaria após as tempestades, e sim, acho que todos estão a procura dessa calmaria que muitos chamam de paz. Outros estão presos demais na escuridão para querer achar a luz. Eu só queria que todos fossem mais unidos e consertassem uns aos outros. Eu acredito no amor, eu acredito.

Eu acredito que todos possam praticar o bem geral. Receio que talvez este seja um pensamento ingênuo, pois neste mundo onde homens matam crianças, homens devastam terras, homens procuram o melhor pra si, e não para a comunidade, a bondade seja uma propriedade escassa, e que por si, deveria ser inerente ao ser humano.

O que fazer com os que perderam sua fé no amor? O que fazer?